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Uma possível explicação de porque eu ainda gosto de Dear Evan Hansen. (Incompleto)

 Infelizmente, é verdade. Apesar de tudo legitimo que se tem para odiar desse musical, eu ainda retenho alguma conexão a Dear Evan Hansen. Depois de evitar ver o filme por algum tempo, eu finalmente aderi por motivos de pós-ironia, e fiquei quase com raiva quando lágrimas correram pelo meu rosto.

Certo, comecemos pelo óbvio, eu obviamente tenho memórias nostálgicas, e assim injustas, das musicas. Como muitos adolescentes de saúde mental duvidável, eu ouvi Hamilton e, em seguida, substitui o vacuo deixado pelo tédio de ouvi-lo 50 vezes seguidas com uma tríade de musicais que ficaram famosos em tempos semi-parecidos, os três compartilhando algumas similaridades superficiais, sendo sobre as dificuldades em sobreviver o ensino médio. Heathers, Be More Chill e o ilustre desse artigo monopolizaram meu e muitos outros tempos livres, e para provar o meu ponto desse fenômeno cultural só pesquisar "hamilton heathers dear evan hansen be more chill" no YouTube e ver quantos compilações musicais aparecem.

Então, explicação numero um, eu simplesmente fui vitima de um movimento cultural maior, e sem ter um bom senso critico de "um bom e erudito adulto", achava elas o máximo e que elas diziam muito sobre minha vida, e quando eu escuto agora, eu fico emocionada porque automaticamente associo elas a chorar no chão do meu quarto.

Ok, é uma explicação valida, que faz algum sentido, mas ela me deixa pelo menos um pouco insatisfeita, incompleta. Acho que pelo menos, vale uma tentativa de explicar o porque eu gostei desse musical nesse primeiro momento, certo, pode ser só a vulnerabilidade inerente aos temas da peça, de ter uma algo para ouvir que possa traduzir sentimentos difíceis do qual muito dos seus ouvintes passaram, depressão, ansiedade e até suicídio, mas dai acho que é exatamente ai que se encontra a questão de tudo, porque eu consigo lembrar vivamente, como antes desses musicais, qualquer mídia que tentava lidar com essas questões não conseguia fazer eu sentir nada além de vergonha alheia.

Vergonha alheia é uma palavra que traz um certo ar de imaturidade ao sentimento que estou tentando descrever, e sim, parcialmente estou falando sim de algo imaturo, mas também penso ser algo mais profundo e, em algum nível, valido. Para explicar o que quero dizer, acho que está na hora de comparar o Dear Evan Hansen com uma serie da Netflix que saiu em um tempo semelhante, e que eu sempre usava de maneira didática para tentar explicar a peça a amigos, eu o chamava de "o 13 Reasons Why em forma de musical"


(Esse artigo foi escrito no dia 17/09/2023, e no momento se encontra incompleto por tempo indefinido)

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